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A tatuagem e o preconceito.
Autor: Iago Oliveira


A tatuagem (também referida como tattoo na sua forma em inglês) ou dermopigmentação ("dermo" = pele / "pigmentação" ato de pigmentar, ou colorir) é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do mundo. Trata-se de um desenho permanente feito na pele humana que, tecnicamente, é uma aplicação subcutânea obtida através da introdução de pigmentos por agulhas, um procedimento que durante muitos séculos foi completamente irreversivel (embora dependendo do caso, mesmo as técnicas de remoção atuais possam deixar cicatrizes e variações de cor sobre a pele). A motivação para os cultuadores dessa arte é ser uma obra de arte viva, e temporal tanto quanto a vida.

O pai da palavra "tattoo" que conhecemos atualmente foi o capitão James Cook (também descobridor do surf), que escreveu em seu diário a palavra "tattow", também conhecida como "tatau"(era o som feito durante a execução da tatuagem,em que se utilizavam ossos finos como agulhas e uma espécie de martelinho para introduzir a tinta na pele).Com a circulação dos marinheiros ingleses a tatuagem e a palavra Tatoo entraram em contato com diversas outras civilizações pelo mundo novamente.Porém o Governo da Inglaterra adotou a tatuagem como uma forma de identificação de criminosos em 1879, a partir daí a tatuagem ganhou uma conotação fora-da-lei no Ocidente.

No Brasil, a tatuagem elétrica é uma arte muito recente, surgiu em meados dos anos 60 na cidade portuária de Santos e foi introduzida pelo dinamarquês "Knud Harld Likke Gregersen" também conhecido como Lucky Tattoo, que teve sua loja nas proximidades do cais, onde na época era a zona de boemia e prostituição da cidade de Santos.
Isto contribuiu bastante para a disseminação de preconceitos e discriminação da atividade. A localização da loja era zona de intensa circulação de imigrantes embarcados, muitas vezes bêbados, arruaceiros e envolvidos com drogas e prostitutas; gerando um estigma de arte marginal que perdurou por décadas.
Hoje em dia, graças a circulação de informação pela televisão e por meios de comunicação como a internet, a tatuagem vem atingindo todas as camadas das populações brasileiras sem distinções.

Retirado do Wikipédia.

Participe deste debate sobre a tatuagem: leia, pense, pense novamente, opine, responda as perguntas abaixo e respeite a opinião do próximo.
1. Você tem alguma tatuagem? Se não, tem vontade de fazer?
2. Tem algum amigo tatuado ou que sejar um tatuador? Como eles são com você?
3. O preconceito ainda existe, o que você acha disso?
4. Apesar da tatuagem começar numa zona de boemia e prostituição, não se deve generalizar, concorda?
5. Pra você as tatuagens deveriam ser liberadas para menores de idade sem a autorização dos pais (apesar de alguns tatuadores não pedirem a autorização)?

6. Concorda que a tatuagem deveria ter um significado antes de ser feita?

Photo

domingo, 15 de agosto de 2010

às 10:30


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20 comentários:

15 de agosto de 2010 10:55
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disse...

Existe pessoas qeu simplesmente fazem tatuagens, por fazer. Mas a tatuagem vai simbolizar, e durara p/ vida toda. Eu não tenho coragem, mudo de opinião muito rápido, então não faria uma tatuagem por fase.
pensoassim

15 de agosto de 2010 11:01
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disse...

Eu tenho duas tatuagens, o nome de meu pai e minha mãe e o simbolo do Vitória. Fiz por ter um significado e por questão de estética também, acho bonito. Mas de forma exagerada fica feio!

Anônimo

15 de agosto de 2010 11:41
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disse...

Nao teho tatuagem.. mas faria se botasse na cabeça q queriase houvesse um significado..nao sor por achar bonitinho.
Tenho amigos tatuados.. namorado :x.. mas sao completamente normais..ou os mesmos que eram quando ainda nao tinham feito.
Cada um tem a sua opiniao.. mas preconceitoe pra mim e errado em qualquer q seja o assunto.
Condordo.
Nao acho q deveria sre liberado.. tatuagem eh coisa seria, see feito sem pensar.. sem se informar pode fazer danos irreversiveis a saude.. e os jovens mudam de opiniao muito rapido.. te qq ser bem pensado.
Sempre achei q deveria ter um significado.. uma marca no corpo tem q ter um pq..

Rayana

15 de agosto de 2010 11:44
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disse...

Tatuagem não muda caráter de ninguém, é simplesmente um desenho com significado no corpo.
O preconceito não deveria existir.

15 de agosto de 2010 13:29
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disse...

Não tenho, mas tenho vontade de fazer. Tenho amigos tatuados e eles continuam do jeito q sempre foram, odeio esse preconceito idiota que existe.Mas eu acho que menores de idade precisam da autorização sim, pois é algo que vai ficar pra sempre e precisa ser pensado.
Bjos

15 de agosto de 2010 14:29
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disse...

Assim como piercing, cabelos e roupas...
Demonstram o estilo de cada um.

Não tenho, mas apoio muito a tal da "liberdade de expressão".

http://www.naoesexo.blogspot.com

15 de agosto de 2010 14:39
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disse...

Sarah,
realmente, quando fui fazer eu precisei mostrar a autorização.

15 de agosto de 2010 14:39
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disse...

Vash,
Exatamente.

José Carlos

16 de agosto de 2010 23:09
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disse...

Nao tenho nada contra quem faz!
Cada um tem o direito de escolha.
Estou até pensando em fazer uma tambem!

18 de agosto de 2010 13:47
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disse...

Olá!! primeiramente, kd o comentário q eu postei aki??? apagou?? buaaaaa....

eu te indiquei pro selo **este blog é um charme** olha la no meu blog!!!

www.julyritmoquente.blogspot.com

Bjoks da Júh

18 de agosto de 2010 21:44
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disse...

José Carlos,

você não seria contra seu filho, né?

18 de agosto de 2010 21:45
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disse...

Juliana,

não. Não apaguei comentário nenhum, você deve ter esquecido de colocar o código de confirmação e terminou fechando a página achando que tinha comentado...

Obrigado, vou visitar!

21 de agosto de 2010 00:44
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disse...

1- não mas farei em breve
2- sim, nenhum tem duas cabeças e nem fala de trás para frente, nem classificaria eles como 'normais' porque geraria a estgima que eles possuem algum problema [por conta das tatuagens]
3- sim, as pessoas deveriam analisar o caráter e as ações de cada um do que sua cor, sua classe social ou se sua pele é 'lisa' ou 'rabiscada'
4- concordo em gênero, número e grau
5- sim
6- depende, há pessoas que curtem a tatuagem pelo simples desenhos sem que haja uma história por trás, o que eu acho é que deve ser levado em conta o que cada pessoa que faz a tatuagem pensa e sente; do contrário há um surgimento de preconceitos em um meio que luta contra o preconceito

21 de agosto de 2010 08:34
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disse...

Cacau,

isso. Tenho duas tatuagens e trato normalmente as pessoas e da mesma forma sou tratado. Não deve existir preconceito.

22 de agosto de 2010 21:18
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disse...

Eu não entendo o motivo de preconceito com tatoos...
Elas mudam algo na pessoa?! Não!!
Mas o pior é que ainda é vista como algo não tão aceitável!
;D

22 de agosto de 2010 21:29
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disse...

Karla Hack,

realmente... não dá pra entender. Mas este preconceito é antigo, como foi visto no texto.

Anônimo

30 de novembro de 2010 09:22
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disse...

a gente nada a ver tatoo

Rick Tattoo

27 de janeiro de 2012 04:47
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disse...

Gente vamos ser realistas: a arte da tatuagem está aí há milhares de anos, desde a pré-história. Definitivamente não é modismo nem coisa moderna. Existem mumias tatuadas com desenhos super bem feitos de 2.400 anos.Vejam no link:(http://www.vanishingtattoo.com/tattoo_museum/pazyryk_mummy_tattoos.html). Poderia dar mais centenas de exemplos, como índios brasileiros de 500 anos atrás. É uma vontade natural de alguns seres humanos, não adianta lutar contra, nem ficar procurando razões e explicações psicológicas, a vontade é maior que você. A tatuagem é uma coisa natural para algumas pessoas e provavelmente vai perdurar enquanto existir a humanidade. Gosta-se ou não, e não vale a pena ficar discutindo, porque é uma coisa muito pessoal. E discriminar alguém por causa de uma tatuagem é uma forma de preconceito grave. Não cabe a ninguém julgar uma pessoa por ela ter tattoo ou não.

11 de abril de 2012 12:24
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disse...

Eu tenho 5 tattoo's até o momento, com certeza pretendo fazer mais.
É uma forma de expressão, arte e liberdade mas, infelizmente existe sim o preconceito..principalmente com as mulheres tatuadas.
Somos todos tarjados como marginais, sujos e irresponsáveis.Hoje em dia a tatuagem esta mais comum e temos em todos as classes sociais até mesmos por médicos, advogados, juízes, etc...
Preconceito nada á ver gente quem não gosta não faz mas, não precisa tratar os outros com indiferença..Somos todos iguais e pensando por outro lado nós tatuados não temos preconceitos de quem não tenha uma tatto..

18 de abril de 2012 13:58
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disse...

Saudações!

O preconceito hoje esta "enrustido" em diversas pesquisas médicas, que são as principais "inimigas " de nossa profissão.
Infelizmente, por mais que façamos o nosso trabalho dentro das super exigencias que aparecem a cada dia inventadas pelos órgãos de fizcalização sanitaria, ainda assim somos alvos de mentiras descaradas...mas nossoa filhos precisam comer, então temos por obrigação alertar a sociedade de que as pesquisas são falsas.
Para que não fique apenas nas minhas palavras vou fundamentar meus argumentos de defesa da nobre arte.
Segue estudo sobre as form,as de contaminação de hepatite C no Brasil, uma pesquisa bastante séria do hospital Emilio Ribas de São paulo que bate de frente com pesquisinhas que ninguém sabe quem inventou acusando a tattoo como a maior fonte de contaminação.Estamos falando de um dos mais respeitados hospitais de infectologia do mundo, segue trecho da pesquisa:

Outro dado interessante é que do
total de 52.493 casos de hepatites
crônicas notificados ao Centro de
Vigilância Epidemiológica de São
Paulo (CVE-SP) de 1998 a 2006, somente
17.204 (33%) foram confirmados
como hepatite C. Outros 10.690
(20%) casos são classificados como
inconclusivos para hepatite C, 2.099
(4%) foram descartados, e 416
(0,79%) são de co-infecção B e C.
O restante são casos de hepatite
B, co-infecção B e D e casos em
investigação.
Dos 17.204 casos confirmados,
a principal via de contaminação foi a
parenteral (uso de drogas ilícitas por
via venosa e transfusões de sangue
e hemoderivados), seguidas da
transmissão sexual. Os acidentes de
trabalho contribuíram com poucos
casos (gráfico 3).
Fica evidente no gráfico 3 que
40% dos casos notificados e confirmados
têm via de transmissão desconhecida.
Esse dado sugere que a investigação da via de transmissão
deve ser aperfeiçoada e devem ser
incluídos na investigação epidemiológica
itens como administração de
medicação por seringas não descartáveis,
acupuntura, tatuagens e
“piercings”. Outro dado que difere
do habitual é a transmissão sexual
em 10%, bem acima do esperado,
que seria menos de 1%.
Outro aspecto a ser considerado
é a ocorrência de hepatite C em
grupos de risco diferenciado, ou
seja, aqueles não habituais, como
os descritos no gráfico 3. O primeiro
grupo seria das manicures, pois
supõe-se que o uso de instrumental
comunitário por essas profissionais
as tornaria mais expostas ao risco
de contaminação. Não há evidência
de que isso possa ocorrer e recente
inquérito sorológico conduzido na
cidade de São Paulo em salões de
beleza localizados em shopping
centers e em bairros diversos não
demonstrou taxas de prevalência diferentes
da população geral (Oliveira,
ACDS - comunicação pessoal).
Outro grupo são os dentistas.
No Brasil, inquéritos sorológicos localizados
e com casuística pequena mostraram que a prevalência é baixa,
variando de 0,4 a 0,7%. Entretanto,
um estudo que apurou o grau de
conhecimento desses profissionais
acerca da doença mostrou que
este é muito baixo, evidenciando a
necessidade de maior ênfase no treinamento
e na educação continuada,
visando torná-los capazes de,
além de proteger adequadamente,
também prevenir a transmissão aos
pacientes e quiçá ajudarem no diagnóstico,
uma vez que diversas manifestações
extra-hepáticas aparecem
na cavidade bucal, como líquen
plano oral, eritema nodoso, etc.

Ou seja, é óbvio que os pesquisadores sérios do Emilio Ribas não estão preocupados em detonar a tatuagem, mas sim de informar as reais causas de contaminação, que tem como a mais perigosa as relacões sexuais.
Engraçado que um site diz ao contrario: Que a tattoo é perigosa, mas o sexo não....no minimo isso se trata de uma falta de respeito, não só com os tatuadores, mas também com os melhores pesquisadores infectologistas brasileiros e principalmente com a sociedade que sofre com tais doenças.
Isso não é brincadeira e brincar de médico apenas por puro preconceito é de longe uma irresponsabilidade enorme.